Sábado, 26 de Março de 2005

Uma história

A história que vamos contar, uma espécie de reencarnação, pode soar como obra de ficção, mas não é. O enigma indiano foi tirado dos arquivos do doutor Ian Stevenson, norte-americano, professor de psicologia, que dedicou os últimos quarenta anos de sua vida à reunião de provas de casos autênticos de recordações de vidas passadas espontâneas em crianças.
Em Maio de 1954, Jasbir Lal Jat, um menino indiano de três anos de idade, nascido
na pobre cidadezinha de Vehedi, aparentemente morreu de varíola.

Depois de acamado por vários dias, ele parou de respirar e a tem
peratura de seu corpo caiu. Entretanto, na manhã seguinte, no dia de seu funeral, o corpo de Jasbir se moveu.
Mas esse não foi o único milagre dessa história absolutamente real. Pois logo ficou claro que a personalidade do garoto havia se modificado completamente.

Falando com um sotaque diferente e com gestos comuns a idades mais avançadas, o menino afirmou que seu nome era Sobha Ram Tyagi, filho de uma família de brâmanes que, segundo ele, havia assumido o luto no exacto momento da passagem de Jasbir Lai Jat. O corpo do menino vitimado pela varíola foi então ocupado pela alma de Sobha Ram, e não mais pela alma do menino da família de casta inferior.

Apesar do desprezo demonstrado por todas as pessoas à sua volta, o menino manteve firmemente a sua opinião, recusando-se a consumir a comida manipulada pela família da casta inferior de Jasbir, que ele considerava desprovida de higiene. A maioria das pessoas achava que o menino havia enlouquecido, até que um dia, por acaso, ele reconheceu, em uma pessoa que passava pela rua, uma tia de Sobha Tyagi. Segura do que dizia, a mulher confirmou sua identidade, e, segundo ela, a versão de que a morte do sobrinho Sobha Ram aconteceu por causa de um ferimento coincidiu com a do menino vivo.

E o que é mais importante: ficou claro que as duas crianças expiraram praticamente na mesma hora. Finalmente, levaram Jasbir à cidade onde ele alegava ter passado a sua vida anterior e ele foi capaz de cumprimentar os parentes de Sobha Ram, lembrando-se de seus nomes. Todos concordaram que a descrição, feita pelo garoto da sua antiga cidade natal, era detalhada demais para ser produto de meras adivinhações.

De acordo com Stevenson, tais recordações podem crescer em intensidade entre as idades de dois e quatro anos, mas dificilmente continuam a ocorrer a partir dos cinco anos de idade, por motivos ainda desconhecidos. Trata-se de um padrão repetido independentemente da religião ou da formação cultural da criança.
publicado por J.F às 16:02
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